Aprendi como aprendiz - DSCSEFEFREREFR PDF

Title Aprendi como aprendiz - DSCSEFEFREREFR
Author Leandro Guedes
Course social
Institution Faculdade Saberes
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Marco Antônio de Araújo – A.’.M.’. GLMERJ – A.’.R.’.L.’. M.’. GETÚLIO VARGAS Nº 194 31 de agosto de 2012 A Glória do G.’.A.’..D.’.U.’. e a São João Batista

Peça de arquitetura contendo o resumo do que aprendi nas 07 (sete) instruções como aprendiz Maçom.

Primeira Instrução Nessa instrução aprendi os Segredos do Grau de Apr.’. Maçom, que são: S.’.T.’. e P.’., que permitem aos Maçons o reconhecimento entre si. E que todos têm por base o número três, que são os três pontos da esquadria formada pelo Nível e pelo Prumo. Apreendi também a dar os três Primeiros Passos da Marcha do Apr.’. Maçom, que são iguais e retilíneos formando uma esquadria, começando com o pé esquerdo e apoiado pelo direito, sendo que: a) O Primeiro Passo – simboliza a luta do Apr.’. Maçom sabedor que é representado pelo Cordeiro, animal do ardor e da coragem, demonstrando a disposição que deve ter um aprendiz para dedicar-se aos conhecimentos de seu Grau. b) O Segundo Passo - simboliza a Perseverança indicando que um Maçom deve ser forte e trabalhar com prudência e sem temor; c) O Terceiro Passo - simboliza a Fraternidade, sendo considerado como o símbolo da Amizade e União que deve aglutinar todos os Maçons. Completado o Terceiro Passo, o Aprendiz chega vitorioso dos esforços que empregou mais distanciado das trevas e iniquidades da sociedade profana. Os três passos representam também: o Nascimento, a Vida e a Morte, correlacionado com as provas físicas a que o Apr.’. Maçom se submeteu no Cerimonial Iniciático, através da primeira, segunda e terceira viagem simbólica. São com esses três PP.’. que se entra numa Loja em trabalho, fazendo-se em seguida a saudação ao V.’. Mestre e aos IIr.’. VVig.’., Minha idade? Recebi do V.’. Mestre a informação de que como Apr.’. Maçom tenho 03 anos; disse-me também que devo trabalhar do meio dia a meia noite, utilizando os instrumentos e utensílios do Aprendiz Maçom, que são: 1) A Régua de 24 polegadas – mostrada e explicada pelo V.’.Mestre; 2) O Maço – mostrado e explicado pelo Ir.’. 1º Vigilante e, 3) O Cinzel –mostrado e explicado pelo Ir.’. 2º Vigilante. Segunda Instrução Nessa Instrução o Ir.’. Orador me explicou o Painel da Loja, que representa o caminho que devemos trilhar para atingir, pelo trabalho e pela observação, meu autodomínio; disse-me também que o meu desejo deve resumir-se em progredir na Grande Obra que empreendi ao entrar no Templo e que no Painel da Loja se condensam todos os símbolos que devo conhecer.

Aprendi com o Ir.’. 1º V.’. que a forma da Loja é de um quadrilongo: seu comprimento é do Oriente ao Ocidente; sua Largura, do Norte ao Sul; sua profundidade, da superfície ao centro da Terra, e sua altura, da Terra ao Céu. Esta tão vasta extensão da Loja simboliza a universalidade de nossa Instituição e mostra que a Caridade do Maçom não tem limites, a não ser os ditados pela prudência. O Ir.’. 2º V.’. disse-me que: a primeira notícia que temos de um local destinado, exclusivamente, ao Culto Divino, é a do Tabernáculo, erigido no deserto por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. Esse Tabernáculo, cuja orientação era de Leste para Oeste, serviu de modelo para a planta e posição do Templo de Jerusalém, construído por Salomão, que por seu esplendor, riqueza e majestade, foi considerado como a maior maravilha da época. Eis porque as Lojas Maçônicas, representando simbolicamente o Templo de Jerusalém, são orientadas do Oriente para o Ocidente. Disse também o 2º V.’. que nossa Loja é sustentada por três grandes Colunas, denominadas Sabedoria, Força e Beleza, sendo que:   

a Sabedoria deve orientar-nos no caminho da vida; a Força, animar-nos e sustentar-nos em todas as dificuldades e; a Beleza, adornar todas as nossas ações, nosso caráter e nosso espírito.

O Teto das Lojas Maçônicas representa a Abóbada Celeste, de cores variadas. O Caminho para atingir essa Abóbada, isto é, o Céu o Infinito, é representado pela escada composta de muitos degraus existentes no Painel da Loja e conhecida por Escada de Jacó, nome que, como fiel guardião das antigas tradições, a Maçonaria o conserva. Cada degrau representa uma das Virtudes exigidas ao Maçom para caminhar em busca da perfeição moral. No interior da Loja, disse-me o Ir.’. Orador, encontramos o Sol, que representa a principal Luz da Loja. Simboliza a Glória do Criador, e nos dá o exemplo da maior e da melhor virtude que deve encher o coração do Maçom: a Caridade. Espalhando Luz e calor (ensino e conforto) por toda parte onde atingem seus raios vivificantes, nos ensina a praticar o Bem, não em um círculo restrito de amigos ou de afeiçoados, mas a todos aqueles que necessitam e até onde nossa Caridade possa alcançar. O Pavimento de Mosaico, com seus quadrados brancos e pretos, nos mostra que, apesar da diversidade, do antagonismo, de todas as coisas da Natureza, em tudo reside a mais perfeita harmonia. A Orla Dentada, enfim, mostra-nos o princípio da atração universal, simbolizada no Amor. Representa com seus múltiplos dentes, os planetas que giram em torno do sol; os povos reunidos em torno de um chefe, os filhos reunidos e em volta de seus pais, enfim, os Maçons unidos e reunidos no seio da Loja. As quatro borlas que vemos uma em cada canto do Pavimento de Mosaico, nos faz lembrar asa quatro virtudes cardeais: Temperança, Justiça, Coragem e Prudência. O Livro da Lei representa o Código de Moral que cada um de nós respeita e segue, a filosofia que cada qual adota e, enfim, a fé que nos governa. O Compasso e o Esquadro, que só se mostra unidos em Loja, representam a medida justa que deve presidir a todas as nossas ações, as quais não podem se afastar da Justiça e retidão, que regem todos os atos de um verdadeiro Maçom. As pontas do Compasso, ocultas sob o Esquadro significam que o Aprendiz, trabalhando somente na pedra bruta, não pode fazer uso daquele, enquanto sua obra não estiver acabada, polida e esquadriada.

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As Jóias móveis são três: o Esquadro, o Nível e o Prumo, assim chamamos porque são transferidas, cada ano, aos novos Veneráveis e Vigilantes, com a passagem da Administração. As Joias fixas são três: a Prancheta da Loja, a Pedra Bruta e a Pedra Polida.   

A Prancheta da Loja é o traçado objetivo. Serve para o Mestre desenhar e traçar. A Pedra Bruta serve para nela trabalhar os Aprendizes, marcando-a e desbastando-a, até que seja julgada polida pelo Mestre da Loja. A Pedra Polida ou Cúbica é o material perfeitamente trabalhado de linhas e ângulos retos, que o Compasso e o Esquadro mostram estará talhado de acordo com as exigências da Arte.

Terceira Instrução Esta Instrução tem início com uma pergunta efetuada por nosso V.’.M.’. ao Ir.’. 1º Vig.’. indagando desse o que há de comum entre nós; ele responde que é a verdade da existência de um Grande Arquiteto, Criador do Universo, e de tudo que existiu, existe e existirá. Isso é sabido por que, além dos órgãos de nosso ser material, o Ente Supremo nos dotou de inteligência, que nos faz discernir o Bem do Mal. Em razão disso nosso V.’.M.’. a intitulou de: A GRANDE VERDADE QUE É A MORAL MAÇÔNICA. Nessa instrução pude vivenciar os melhores momentos da minha iniciação, desde como fui recebido, até as 03 (três) viagens que fiz: do Ocidente para o Oriente e do Oriente para o Ocidente e, sobretudo, como fui ligado à Ordem Maçônica, que foi por um juramento e uma consagração, onde prometi guardar fielmente os segredos que me fossem confiados; amar, proteger e socorrer meus IIr.’., sempre que tiverem justa necessidade.

Quarta Instrução Nessa Instrução aprendi que a Maçonaria é um culto existente entre nós e, que a Maçonaria é uma associação íntima, de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o G.’.A.’.D.’.U.’., que é Deus; como regra, a Lei Natural; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral; por princípio, a Igualdade, a Fraternidade e a Caridade; por frutos, a Virtude, a Sociedade e o Progresso; por fim, a felicidade dos povos que, incessantemente, ela procura reunir sob sua bandeira de paz. Assim, a Maçonaria nunca deixará de existir, enquanto houver o gênero humano. Aprendi também que dentre os diversos deveres do Maçom a um que sobrepõem a todos os outros que é o de honrar e venerar o G.’.A.’.D.’.U.’. Fiquei sabendo a razão e o porquê que os Aprendizes trabalham do meio-dia à meia-noite, que na verdade é uma homenagem a um dos primeiros instituidores dos Mistérios, Zoroastro, que reunia, secretamente, seus discípulos ao meio-dia e terminava seus trabalhos à meia-noite, por um ágape fraternal.

Quinta Instrução Nessa Instrução aprendi o que é e como é uma Loja Maçônica, como por exemplo, posso citar: 1) 2) 3) 4) 5)

Ela tem uma forma de quadrilongo; Ela tem a altura da Terra ao Céu; Que seu comprimento é do Oriente ao Ocidente; Sua largura é do Norte ao Sul; E que sua profundidade é da superfície ao centro da Terra e,

A razão dessas dimensões é porque a Maçonaria é universal e o Universo é uma imensa oficina. 3

Aprendi também: a)

Que a Loja situa-se do Oriente ao Ocidente, porque assim como a luz do sol vem do Oriente para o Ocidente, as Luzes do Evangelho da Civilização vieram do Oriente, espalhando-se no Ocidente. b) Que ela se apoia em três colunas, que são: Sabedoria, Força e Beleza. A Sabedoria representa o Venerável Mestre que fica no Oriente; a Força representa o Ir.’. 1º Vigilante que fica no Ocidente, e a Beleza representa o Ir.’. 2º Vigilante que fica no Sul.

Sexta Instrução Nessa Instrução foi ratificado os indícios pelos quais se reconhecem os Maçons, que vai além dos atos praticados reveladores do influxo da Moral ensinada em nossos Templos, eles se reconhecem pelo S.’., pela P.’. e pelo T.’.. Como Aprendiz Maçom aprendi a fazer o Sinal e dar o Toque, já a Palavra Sagrada não sei falar e sim, somente sei soletrar. Aprendi que em Loja devemos sempre estar com o Avental, porque ele nos lembra de que o homem nasceu para o trabalho e que todo Maçom deve trabalhar incessantemente para a descoberta da Verdade e para o aperfeiçoamento da Humanidade. Aprendi também que nossa Loja é coberta por uma abóbada azul, semeada de estrelas e nuvens, na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros astros, que se conservam em equilíbrio pela atração de uns sobre os outros. São doze os sustentáculos da abóbada que representam os doze signos do Zodíaco, isto é, as doze constelações que o Sol percorre no espaço de um ano solar. Ainda se nota em nossa Loja as seguintes figuras alegóricas: Primeiro a Pedra Bruta; Segundo a Pedra Polida; Terceiro o Esquadro e o Compasso; o Nível e o Prumo; Quarto o Maço e o Cinzel; Quinto o Painel da Loja; Sexto no Oriente o Sol à esquerda do V.’. Mestre e a Lua à direita e Sétimo o Pavimento de Mosaico.

Sétima Instrução Esta última Instrução, futuramente, de certo me transportará do plano físico ao plano espiritual, tendo em vista que, como Aprendiz recebi outras instruções que me puseram a par dos símbolos e emblemas concernentes ao meu Grau atual. Esta Instrução completa os conhecimentos de que necessito para avançar na trilha que encetei, ficarei de posse do conhecimento da simbologia dos quatro primeiros números: 1, 2, 3, e 4, pela qual verei, como estes números além do valor intrínseco, representaram verdades misteriosas e profundas, ligadas intimamente à própria simbologia das alegorias e emblemas que, em nossos Templos se patenteiam à nossa vista. Aprendi que o número 1 (um), a unidade, é o princípio dos números, mas a unidade só existe pelos outros números. O número 2 (dois) é um número terrível, um número fatídico. É o símbolo dos contrários e, portanto, da dúvida, do desequilíbrio e da contradição. E, por conta disso o Aprendiz Maçom não deve se aprofundar no estudo deste número, porque, fraco ainda, do cabedal científico das tradições Maçônicas, pode enveredar pelo caminho oposto ao que deveria seguir. Foi me dito que para vencer a dúvida aniquiladora do número dois, só cessará, repentinamente, quando se lhe ajusta uma 4

terceira unidade, fazendo com que, simbolicamente, o número três se converta, também, em unidade. O número três é a unidade da vida, ele existe por si próprio. O neófito vê no Oriente o Delta Sagrado, luminoso, emblema do “Ser” ou da “Vida”, no centro do qual brilha a letra “G” (IOD), inicial do Tetragrama IEVE. O Triângulo, entre as superfícies, é a forma que corresponde ao número três, e tem a mesma significação deste. O Triângulo, conquanto composto de três linhas e três ângulos, forma um todo completo e indivisível. Todos os outros polígonos subdividemse em triângulos, e estes são os tipos primitivos que servem de base à construção de todas as outras superfícies. É, ainda, por esta razão, que a figura do triângulo é o símbolo da existência da divindade, bem como de sua “potência produtora”, ou da Evolução. Três é o número de Luz (Fogo, Chama e Calor). Três são os pontos que o Maçom deve orgulhar-se de apor a seu nome, pois esses três pontos, como Delta, Luminoso e Sagrado, são emblemas dos mais respeitáveis; representam todos os ternários conhecidos e, especialmente, as três qualidades indispensáveis ao Maçom: Vontade, Inteligência, Amor ou Sabedoria. Estas qualidades são absolutamente inseparáveis uma das outras. Terminada esta sétima e última instrução de Aprendiz ouvi do V.’.M.’. que devo, sobretudo, meditar, profundamente sobre esta instrução pois, ela abrirá os meus olhos aos problemas mais transcendentais, cujo estudo ainda não me é permitido, mas que se apresentarão, por certo, ao meu espírito, agora fortificado e esclarecido pelo simbolismo dos números. “Que assim seja!”

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